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Redução de custos: passo 2

Eliminação de Desperdícios
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Vamos agora para o segundo passo da redução de custos. Este passo define, ou melhor, classifica as etapas do processo de acordo com seu valor. Para isso utilizaremos a técnica de análise do valor agregado, base para a eliminação de desperdícios.

Como vimos no post anterior, um dos princípios do Lean Thinking é o identificar o valor. E o valor na realidade não é definido pela empresa, mas sim pelo cliente. O valor são as necessidades dos clientes que a empresa deve satisfazer e cobrar um preço específico para isso. Logo, o valor é definido pelo cliente, mas é criado pela empresa. O que não é valor para o cliente, é desperdício.

Um bom exemplo para entender melhor o que é valor é avaliar o transporte de passageiros. O que o passageiro deseja? Sair do ponto de partida e deslocar-se até o ponto de chegada de forma rápida, confortável, segura e por um bom preço.

Vamos classificar, então os processos anteriormente mapeados  como:

  • Fundamentais: Processos diretos, ou seja, processos que agregam valor.
  • Periféricos: Processos indiretos que se relacionam com a geração de receitas.
  • Pouco importantes: geralmente são os processos que geram as maiores perdas ou desperdícios, ou seja, processos que não agregam valor. Na metodologia Lean também é chamada de Muda.

Os primeiros processos a serem analisados são os poucos importantes, pois seria muito bom eliminá-los e com isso conseguir uma boa redução de custos. O sistema Lean Manufacturing tem como principal foco a eliminação de desperdícios.

Para focar a atividade de eliminação de desperdícios, Taiichi Ohno classificou-os – conforme figura abaixo, através da observação dos processos produtivos, logísticos e desenvolvimento de produtos. Sendo ainda observados em processos administrativos e em serviços. São eles:

  • Superprodução: produzir além da demanda necessária para o cliente. Produzir o que não é necessário, quando não é necessário e em quantidades que não são necessárias. Este desperdício é considerado o pior de todos, pois é a causa de todos os outros.
  • Espera: é traduzido em máquinas ou pessoas paradas, literalmente esperando. Pode ser causada pelo atraso na chegada de documentos ou informação ou pelo desbalanceamento entre tarefas.
  • Transporte: movimentação por longas distâncias ou transporte por meios ineficientes.Movimentação: excesso de movimentação de pessoas, ou movimentos em excesso para executar uma tarefa específica.
  • Estoque: excesso de matéria-prima estocada ou comprada, documentos, material ou serviços retidos. Este desperdício afeta diretamente o fluxo de caixa da empresa, fazendo com que se tenha menos capital disponível.
  • Processos desnecessários: processos totalmente desnecessários para o bom funcionamento da empresa.
  • Defeitos ou retrabalhos: ligados a falhas no processo. Não são só os defeitos, mas também os custos de verificação, os custos de resposta a reclamações, custos de correções e reparações.

7 Desperdícios

Podemos ainda definir os desperdícios – segundo Allen Ward, em áreas de projeto ou suporte como:

  • Desperdício de Fronteira: informações inúteis, grandes lotes e tarefas redundantes.
  • Desperdício de conhecimento: reinvenção, problemas de qualidade.
  • Desperdício de planejamento: falta de sincronismo, tarefas do tipo stop’n go e falta de nivelamento.

Ou ainda:

  • Lei de Parkinson: O trabalho se expande de modo a preencher o tempo disponível para a sua realização.
  • Lei de Carlson: toda tarefa interrompida é menos eficaz e consome mais tempo que se realizada de maneira continua.

Especialmente o trabalho administrativo é pouco padronizado – ou melhor, especificado. O que induz a fazer o tempo de execução variar muito.

A redução dos desperdícios leva a redução de custos. O próximo passo, o passo 3 é o de criar indicadores. Quando se faz bem o passo 2, já se tem meio caminho, pois as atividades já estão mapeadas e já se sabe como elas consomem recursos e quais agregam valor e quais são desperdício.

Então, vamos medir o desempenho para redução de custos?

 

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